“Cloud Computing é próxima tendência”, diz especialista em TICs

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Fonte: O Globo Maio 2013

RIO – As cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo têm vivido dias de obras. Mas, muito além das estruturas de concreto e das mudanças viárias, outro legado trazido pelos grandes eventos esportivos que o Brasil cediará nos próximos anos vai impactar a educação do país: o desenvolvimento das telecomunicações. E, com ele, a computação na nuvem. É o que defende Larry Johnson, CEO do New Media Consortium, entidade que reúne especialistas em edtech, e fundador do Horizon Report, relatório internacional sobre tecnologias emergentes que, desde 2012, passou a ter uma edição específica para o Brasil. “Nos próximos cinco anos, vocês terão a oportunidade de viver uma extraordinária virada nas TICs por causa dos investimentos em comunicação que estão sendo feitos”, afirma o executivo.

Com todo esse esforço infraestrutural que vem sendo empregado na melhoria das redes de comunicação, afirma Johnson, o Brasil deve se tornar, em breve, um provedor internacional de cloud computing. “Essa é uma tendência que já está chegando e, na educação, vai fazer com que as pessoas tenham de começar a pensar em políticas públicas sobre a segurança dos dados dos alunos”, diz o especialista. Para ele, o país terá de avançar nas discussões sobre onde os dados dos alunos estão fisicamente e que tipo de segurança será necessário colocar ali.

O New Media Consortium existe desde a década de 1990, mas foi com seus relatórios que predizem o futuro da educação que a entidade se tornou mais conhecida no início dos anos 2000. Todos os anos, os especialistas preparam uma série de relatórios, mas os mais esperados são os que trazem, anualmente, as perspectivas de edtech para a educação básica e para a educação superior. Mais recentemente, a instituição passou a fazer análises detalhadas de algumas regiões, como Austrália e Singapura. Desde o ano passado, o NMC começou a produzir um documento específico para o Brasil.

“O Brasil é um país importante”, responde Johnson, quando perguntado por que o New Nedia Consortium decidiu começar a fazer relatórios específicos para o país. “Vocês são um laboratório onde os grandes desafios que a educação do mundo enfrenta hoje deverão ser resolvidos muito em breve por aqui”, ressaltando o fato de haver no país uma intensa diversidade étnica e cultural – das línguas indígenas coexistindo com o português até megacidades que não deixam nada a dever a megalópoles internacionais. “O mundo está muito interessado em ver o que está acontencendo aqui”, afirmou Johnson, que visitava o Brasil para uma série de encontros sobre tendências na educação promovidos pela HP.

Na primeira edição brasileira, divulgada no fim do ano passado, os especialistas do NMC apontavam as tecnologias que deveriam se tornar populares na educação em três diferentes espaços de tempo: em um ano ou menos, entre dois e três anos, e entre quatro e cinco. Apesar de a computação em nuvem, apontada por Johnson como a próxima grande novidade no campo da educação, não estar presente na lista em nenhum desses intervalos, duas das quatro ferramentas apontadas para o curtíssimo prazo já indicavam que o cloud computing poderia se tornar importante: celulares e tablets. “Talvez o Brasil seja o país do mundo onde as tecnologias móveis são mais fortes”, diz ele.

Para fazer a versão brasileira, o NMC reuniu sua equipe de pesquisadores com especialistas brasileiros que, por meses, analisaram papers, estudos de caso e publicações na mídia sobre as tecnologias emergentes e os desafios enfrentados pelo país. O grupo trabalhou virtualmente e concluiu o relatório em setembro passado. Em novembro, o sistema Firjan lançou a versão em português. Mais um relatório está previsto para este ano – possivelmente, com a computação em nuvem marcando presença na lista de tecnologias.

 

 

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