A cloud do seu negócio em boas mãos: uma questão de governança de TI

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*Por Marcos Andrade

Dizem que em um futuro bem próximo todas as empresas, de alguma forma, serão empresas de tecnologia, sendo assim, garantir a disponibilidade de acesso aos sistemas de missão crítica (como e-mail, ERP, CRM, BI ou plataformas de e-commerce, por exemplo) é vital para a dinâmica das organizações.

Logo se vê como o gerente de TI vem ficando cada vez mais sobrecarregado com questões operacionais e ainda é cobrado para contribuir ativamente para a empresa alcançar seus objetivos estratégicos, por meio da inovação tecnológica. Aí fica a pergunta: como você vê sua carreira daqui a cinco anos? Ainda “apagando incêndios” operacionais ou atuando de forma estratégica, como um CIO, quem sabe?

A terceirização dos serviços de TI é a única saída para o gestor que busca ampliar seu escopo de atuação e tornar-se cada vez mais relevante para os resultados do negócio. As vantagens do outsourcing colocam esse profissional em uma outra situação, na qual ele tem melhores condições de gerenciar a governança de TI, “amarrando” o trabalho do departamento com os objetivos do negócio, reduzindo riscos, garantindo a qualidade da entrega e exercitando a melhoria contínua.

E como o gerente de TI pode controlar as atividades do parceiro para garantir um excelente serviço? Considerando os quatro pontos essenciais da Gestão de Relacionamento com o Negócio (GRN) que o fornecedor deve apresentar:

#1 Tornar a entrega palpável

Partir para a terceirização dos serviços de TI significa que você terá um parceiro que vai cuidar da sua empresa como se fosse a dele, compartilhando os desafios enfrentados e ajudando a alcançar os objetivos estratégicos estabelecidos. Se sua empresa precisa crescer e busca ganhar escala, essa meta também é do fornecedor que vai elaborar um pacote de serviços e disponibilizar toda a infraestrutura necessária para atingi-la.

Foi o que fez a Somos Educação, maior grupo de educação básica do Brasil e um dos maiores grupos de educação do mundo, ao adotar uma solução de private cloud para alavancar sua participação no mercado. Hoje a empresa já utiliza uma plataforma que permite a expansão da capacidade de processamento e armazenamento, fornecida pelo parceiro de TI especializado.

#2 Gerenciar proativamente

Um excelente fornecedor conta com mecanismos que permitem mapear riscos e reduzir o tempo de reação, evitando danos na operação da empresa. Isso sem a necessidade de novos investimentos em equipamentos ou softwares, pois a monitoração é realizada 24 horas por dia (todos os dias), assegurando que a identificação e resolução de incidentes seja veloz e eficiente.

A tecnologia de ponta oferecida pela terceirização de TI, somada aos profissionais experientes e qualificados, é uma das principais vantagens do outsourcing frente à manutenção de uma estrutura in house, principalmente porque reduz os custos drasticamente.

#3 Garantir a entrega

Um dos grandes receios que os gestores têm ao adotar o outsourcing de TI é que podem perder o controle sobre a qualidade dos serviços prestados e segurança das informações. Esse medo é dissipado quando o parceiro trabalha com um SLA (Service Level Agreement) dos chamados sobre as aplicações para todas as áreas de negócios.

O ideal para a governança de TI é que o SLA fique em 99,5% ao mês, dessa forma, o gerente de TI tem total segurança de que as áreas estão sendo atendidas dentro de um critério rígido de qualidade e que o fornecedor mantém um excelente padrão. Essa prática, provavelmente, seria muito difícil de oferecer com a equipe interna, pois ela perderia totalmente o foco nos objetivos do negócio para ficar atendendo os mais diversos chamados.

#4 Melhorar continuamente

O parceiro responsável pela terceirização dos serviços de TI deve ser medido por indicadores de performance que são constantemente avaliados pelo gerente de TI, fazendo com que qualquer ajuste seja realizado de forma rápida e eficiente. Para o gestor é infinitamente mais produtivo acompanhar o trabalho do parceiro avaliando os indicadores do que dispor de toda a equipe para executar tarefas operacionais e de baixo valor agregado para o negócio, ainda que sejam críticas para o trabalho de todos os colaboradores.

Imagine que um link de internet ficou fora do ar. O fornecedor deve ser capaz de absorver a demanda operacional que esse tema gera diariamente, inclusive gerenciando o SLA que sua empresa mantém com as operadoras de Telecom. Nesse caso, o gestor de TI acompanha o processo, mas não precisa se envolver na resolução de problemas.

O outsourcing de TI abre espaço na agenda do gestor para olhar estrategicamente para o negócio, conhecer as necessidades das outras áreas e, assim, impactar o resultado da empresa. Se todas as empresas serão uma empresa de tecnologia, o potencial da carreira do gerente de TI é imenso e precisa ser aproveitado agora!

*Marcos Andrade é CMO da CorpFlex

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