Gerente de Relacionamento com o negócio: proximidade que transforma a TI

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*Willian Pimentel
Quase tudo hoje em dia é tratado como commodities. Nem mesmo a TI tem escapado desse termo e se tornado algo que pode ser comprado a qualquer momento e por qualquer preço. O que me faz pensar sobre as commodities de TI são as formas como elas são apresentadas aos clientes e, principalmente, a forma como elas são entregues e suportadas após a venda. Afinal, um saco de café raramente precisa de um acompanhamento de seus produtores após chegarem até a indústria. Já a TI…

Após alguns anos, a computação em nuvem (Cloud Computing) é encarada por muitos como uma commodity de TI, assim como um switch, access point, antivírus ou firewall. Porém, dependendo de como a nuvem ou qualquer outro commodity de TI é adquirido, esse outsourcing pode transferir ao comprador o seu ônus de gestão.

Grande parcela da culpa de passarmos por essas dificuldades após a terceirização é nossa, pois nos esquecemos de que quem conhece o nosso negócio somos nós! Empresas de cloud, outsourcing profissional ou de segurança terceirizada sempre entregarão seus serviços dentro do que existe de melhor em tecnologia, processos e pessoas. Porém, existe um componente que pouquíssimas empresas conseguem entregar aos seus contratantes: a estratégia para o negócio. Sem esse “entregável” todos os serviços tornam-se commodities e o fato de terceirizar pode ser uma simples transferência do problema de dentro para fora de casa.

Quando olhamos para o mercado é comum encontrarmos empresas com departamentos focados em “se relacionar” com clientes mantendo-os satisfeitos com o “entregável” fidelizando-os por mais 12, 24 ou 36 meses. Resta saber se o que foi contratado ainda é o que realmente a empresa necessita.

O ITIL, famoso manual de boas práticas, cita na seção de Estratégia de Serviço de TI, o GRN – Gerente de Relacionamento com o Negócio, que trata das necessidades do negócio e, dentro da sua atuação, sugere melhorias, modificações ou adequações nos contratos vigentes. Tudo para garantir que os itens contratados colaborem para diferenciá-los da concorrência e assim possam promover a TI à posição estratégica.
O papel do GRN também é sanar dúvidas em relação à escolha de fornecedores de tecnologias semelhantes fora do fluxo padrão, além de em momentos de crises apoiar os gestores para a tomada da melhor decisão garantindo a continuidade do negócio. Sendo assim, devemos buscar fornecedores onde o GRN seja um dos departamentos mais importantes dentro da empresa e assim certamente seu contrato terá o devido valor.

Enfim, em um momento onde diversos entregáveis de TI são tratados como commodities, ainda existem formas de fazer com que aquela saca de café ganhe a importância de uma cápsula de café expresso. Creio que, mantidas as devidas proporções e ambientes, o GRN possa ser um potencializador de contratos e um apoio para gerentes e diretores de TI que queiram se tornar cada vez mais estratégicos em suas companhias. Aceita uma boa dose de GRN?

*Willian Pimentel é gestor da área Comercial da CorpFlex

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