Quão grande é o impacto da cloud computing? Depende de a quem você está perguntando

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Fonte: CIO Maio de 2013

O mais recente estudo da RightScale, empresa que atua como intermediária entre os usuários finais e provedores de serviços de nuvem, por exemplo, descobriu que 75% dos entrevistados já usam alguma capacidade de nuvem. Segundo Michael Crandell, CEO da RightSacle, o estudo mostra que os usuários estão mais confortáveis ​​usando a nuvem. Cerca de um ano e meio atrás, os especialistas diziam que a tecnologia estava em sua adolescência. Agora, “nós estamos começando a ver que a nuvem cresceu e já é um jovem adulto”, diz o executivo.Já James Staten, guru de nuvem da Forrester, acha 70% um percentual muito grande para o número de organizações que já utilizam a cloud computing. Pesquisa recente da Forrester, que ouviu apenas desenvolvedores, encontrou resultados bastante diferentes dos da RightScale. Na verdade, opostos: 70% dos desenvolvedores entrevistados não tinham usado nenhuma capacidade de computação em nuvem em seu negócio nos últimos meses.

A diferença está nos detalhes. A pesquisa da RightScale ouviu mais de 600 profissionais de TI que, de alguma forma, interagiram com a RightSacle no passado. Portanto, reconhecidamente, tinham alguma “afinidade” com a computação em nuvem. Já os desenvolvedores pesquisados pela Forrester, por sua vez, não necessariamente haviam tido algum contato com a nuvem.

Então, onde estamos realmente no ciclo de adoção da cloud computing? Staten, analista da Forrester, afirma que ainda é cedo para fazer qualquer previsão. A nuvem está crescendo e as empresas estão mais confortáveis a usá-las, mesmo em casos de uso limitado. “As tecnologias estão amadurecendo mais rápido do que a base de clientes, o que significa que devemos esperar ver uma aceleração no uso de nuvem entre os desenvolvedores nos próximos cinco anos”, diz Staten, acrescentando que os vendedores que estão lambendo os beiços pensando em uma enorme aceitação no uso da nuvem não devem esperar uma curva de adoção muito acentuada, no entanto. “As empresas se movem de maneira mais lenta do que qualquer um de nós gostaria.”

A Virtustream, outra provedora de plataformas públicas e privadas para a construção de nuvens, encomendou a sua própria pesquisa à Neovise e os resultados gerais ficaram mais próximos dos resultados da Forrester. De 822 profissionais de TI ouvidos pela Neovise, apenas 37% disseram já terem usado infraestrutura como serviço (IaaS) em uma nuvem pública.

Mas, em comum com a RightScale está o fato de que quanto mais as pessoas usam a nuvem mais ficam à vontade com ela a ponto de planejarem expandir o seu uso. Os usuários são os crentes, os não-usuários os céticos, diz Crandell. “A percepção ds benefícios da computação em nuvem cresce com o aumento do uso”, diz Crandell.

Outro resultado semelhante: 77% dos entrevistados na pesquisa da RightScale disseram que usam mais de uma nuvem, seja em um modelo híbrido, que inclui tanto a nuvem pública quanto a nuvem privada interna, seja usando várias nuvens públicas. Paul Burns, analista da Neovise que conduziu a pesquisa para Virtustream, relatou resultados parecidos, com 74% dos entrevistados utilizando múltiplas nuvens.

Há um ano, em pesquisa semelhante feita pela RightScale, 33% dos entrevistados observaram que a segurança era sua principal preocupação com o uso da nuvem. Este ano esse índice caiu quase à metade, com 18% do entrevistados apontando segurança como sua principal preocupação. Crandell diz que uma quantidade maior de provedores de nuvem pública têm colocado o foco em segurança, incluindo fornecedores como a Amazon Web Services e a Terremark, de propriedade da Verizon.

Então a nuvem vai ser onipresente? Staten, o pesquisador da Forrester, afirma que nunca vamos chegar ao ponto de ter todos os desenvolvedores usando a nuvem. Alguns não têm as habilidades ou a motivação ou seus empregos simplesmente não necessitam da nuvem. “Mas nós esperamos chegar ao ponto em que quase todas as empresas estarão usando plataformas em nuvem, até certo ponto”, diz ele. “Os benefícios econômicos e ágeis são muito convincentes.”

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