Saúde investirá US$ 5,4 bi em TI até 2017

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Fonte: Convergência Digital

Apesar das preocupações com questões regulatórias e de segurança – que têm evitado o uso massivo de nuvens públicas – o mercado de cloud computing no setor de saúde deve atingir US$ 5,4 bilhões até 2017. Esta foi uma das conclusões de uma pesquisa divulgada no início de julho pelo instituto de pesquisa MarketsandMarkets.

Em 2011, 4% do setor de saúde registrou o uso de computação em nuvem, mas em apenas um ano este percentual saltou para 20,5%, de acordo com o estudo. A empresa de pesquisa analisou a evolução da computação em nuvem no setor de saúde entre 2012 e 2017 e constatou que, neste mercado, nenhum provedor de nuvem tem mais de 5% de participação. Neste grupo estão incluídas empresas como Agfa Healthcare, CareCloud, Dell, GE Healthcare e Merge Healthcare.

A MarketsandMarkets dividiu o setor de saúde em uso clínico e não clínico. Os aplicativos clínicos consistem de sistemas EHR (Electronic Health Record), entrada de pedidos médicos e softwares para uso de imagens e medicamentos. Já os não clínicos incluem gerenciamento de ciclo de vendas, cobrança de pacientes e gerenciamento de reclamações.

Analisando as aplicações, a pesquisa concluiu que a tentativa de compartilhar aplicativos como o sistema de EHR entre diferentes clínicas em geografias diferentes sem o uso da nuvem poderia atrasar o tratamento de pacientes. “O outro lado desta questão é que dados de saúde têm requisitos específicos de segurança, confidencialidade, disponibilidade para usuários autorizados, monitoramento e preservação em longo prazo”, diz o relatório.

Além disso, regulamentações como o guia para gravação eletrônica de dados e seu uso, estabelecido pela HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act), impedem a adoção de nuvens públicas, geralmente gerenciadas por terceiros.

No entanto, as nuvens privadas implementadas dentro de casa estão muito bem posicionadas para crescer, diz o estudo. As preocupações com segurança e privacidade, assim como a necessidade de monitorar os dados, também estão atrasando o uso de nuvens públicas no setor.

O atraso no uso de nuvens públicas também entra na conta das preocupações com a segurança dos dados e com a privacidade, além dos problemas para tornar os sistemas existentes interoperáveis. “Raramente é uma questão de escala. Geralmente é uma questão de ritmo”, avalia Harry Greenspun, conselheiro sênior do Centro Deloitte de Soluções para a Saúde.

“Com tantas necessidades no setor, ainda somos muito lentos na adoção de novas tecnologias, com preocupações como privacidade, segurança e não ter os dados onde estamos. Estamos passando pelas mesmas dores de crescimento pelas quais outros setores já passaram em relação à nuvem, só que um pouco mais tarde”, afirma Greenspun.

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