CFOs são cada vez mais influentes nas decisões de TI, diz pesquisa

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Fonte: Information Week – Junho 2013

O nível de influência dos CFOs (Chief Finacial Officer) sobre as decisões de tecnologia aumentou nos últimos três anos. É o que mostra o estudo recém-lançado, e já não é uma novidade, uma vez que a mesma tendência vem acontecendo com o CMO (Chief Marketing Officer).

Alguns CIOs podem ter encarado esse aumento de influência do CFO e do CMO como uma ameaça, mas executivos da Oracle e Accenture, copatrocinadores do estudo, alertam os líderes de TI para enxergarem essa tendência como uma oportunidade de educar e cooperar com os pares c-level.

O estudo foi conduzido pelo Longitude Research, que entrevistou cerca de 930 CFOs de organizações de diversos tamanhos em todo o mundo. Como a maioria dos CFOs sofreram com as análises de fluxo de caixa e esforços para controle de custo de 2008 a 2010, a pesquisa verificou que muitos deles agora passaram a se preocupar com o tático financeiro.

“Quase um terço dos CFOs com quem falamos estão liderando uma mudança na criação de uma lógica para a transformação dos negócios, e quase 60% indicaram que os investimentos em coisas como big data e análises serão recursos para conseguir vantagens competitivas”, afirmou Scott Brennan, diretor global de Finanças e Performance Empresarial da Accenture, à InformationWeek EUA.

A transformação se trata de “trabalhar com os gerentes de negócios e TI para ajudar as companhias a conduzirem mais informações”, explica John O’Rourke, VP de produtos de marketing de produtos da Oracle. As iniciativas de mobilidade e a computação em nuvem estão dentro do “guarda-chuva” de transformações, ele afirma, mas as rupturas trazidas pelo big data, como a preocupação com as análises, são vistas como algo bem próximo dos resultados dos negócios.

“As pessoas estão procurando pelo o que os consumidores estão dizendo sobre seus produtos, seus serviços e suas companhias e elas estão ligando isso diretamente com os processos de forecast e orçamento”, explica O’Rourke. “Se você estiver lançando um novo produto, por exemplo, esse insight pode impactar no seu forecast, no preço e no segmento de consumidores que você decide focar”.

A influência do CFO sobre a TI não é nenhuma novidade, admite O’Rourke, já que muitas pesquisas demonstram que mais da metade dos CIO já respondem para o CFO. (É claro que há uma história por trás disso: desde os primórdios da TI, a maiores brigas envolvem chefes de TI reivindicando para reportarem para os CEO e não o CFO).

De acordo com os entrevistados do estudo , 38% da TI atualmente reporta para o departamento do CFO e 84% afirmam que a cooperação entre os CFOs e o CIOs aumentaram durante os últimos três anos.

“Eles têm que trabalhar juntos para decidir como reduzir o custo das operações de TI e direcionar mais do orçamento em inovação e crescimento”, diz O’Rourke.

A pesquisa mostra que 44% dos CFOs estão envolvidos em decisões de compra de infraestrutura de TI e mais de 50% estão liderando as decisões de compra de ERP. Do mesmo modo, o Gartner fez uma previsão famosa de que os CMOs estarão gastando mais com tecnologia do que os CIOs até 2017. Os executivos de marketing estão influenciando a decisão de compra de CRM, automação de marketing e sistemas de análises.

Como os CIOs devem ajustar sua importância à influencia dos CFOs e CMOs na estratégia das companhias e nas decisões relacionadas à tecnologia?

“Existem muitas tecnologias novas com as quais esses executivos devem ficar alerta, então é ônus do CIO educá-los sobre o retorno do investimento de cloud, big data e análises”, aponta Brennam da Accenture. “O CIO precisa se tornar mais que um influenciador e sim um decisor.”

Essa influência deve focar em concentrar uma estratégia consistente e evitar decisões isoladas que não aderem ao plano. Os CMOs e os departamentos de marketing são notórios por seguirem seus caminhos por si mesmos nas decisões de tecnologia, “mas precisa ter uma coordenação”, afirma O’Rourke, “para certificar que todo mundo está pensando estrategicamente sobre quais coisas serão premissas para serem entregues na nuvem.” O mesmo vale para o gerenciamento de dados e padrões de desenvolvimento de software, que são melhores mantidos quando em sintonia.

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