Cloud computing, Big Data e a disputa pela verba de TI

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Por Ricardo Gonçalves Rodriguez*

A tecnologia vem transformando, ao longo do tempo, não somente a forma com que nos comunicamos e fazemos negócio, mas também estão influenciando o poder de decisão de compra de TI por outros departamentos. E os grandes responsáveis por isso são a o big data, cloud computing, mobile e social que obrigarão os gestores de TI a lidar com essa mudança.

Os CIOs ainda têm a última palavra sobre os gastos com tecnologia da informação, mas com o tempo eles vão ter que trabalhar mais de  perto com outras unidades de negócio no que diz respeito às decisões de compra. Uma pesquisa feita pela consultoria IDC (International Data Corporation) feita em 2013 aponta que a decisão por compra em TI na América Latina, que estava naquele ano 75% nas mãos da  TI e 25% para as outras unidades de negócio, saltará em 2020 para 33% e 67% respectivamente.

Os grandes responsáveis por essa reviravolta na disputa pela verba de TI são algumas tecnologias que já estão se tornando realidade no dia a dia das empresas e das pessoas em geral: big data, cloud computing, mobile e social. O mercado de Big Data movimentou cerca de US$ 11 bilhões em todo o mundo em 2013, segundo estimativas da consultoria IDC. Especula-se que em 2017, somente o Brasil alcance a quantia de US$ 1 bilhão de investimento na área e a América Latina, US$ 1,8 bilhão. Essa tecnologia auxiliará diretamente os CMOs (Chief Marketing Officer) a saberem como lidar com o grande volume de informações para elaborarem ações de marketing, vendas e retenção de clientes.

Já a cloud computing por ser uma tecnologia que acelera o processo de customização de hardwares necessários para implementação de softwares como CRM e E-commerce, de forma fácil e simples, fortaleceu a autonomia pela escolha da tecnologia para os gestores de marketing. E por fim, o grande boom causado pelas redes sociais como ferramenta de relacionamento, e o desenvolvimento de tecnologias próprias para dispositivos móveis que tem demandando cada vez mais investimentos.

Mas isso não significa que o CIO perderá importância no processo de decisão de compra, muito pelo contrário. Ele terá que ter um papel muito mais colaborativo com as outras áreas para entender as especificidades tecnológicas demandadas por elas,  tornando assim a empresa mais competitiva  num mercado cada vez mais conectado na nuvens e no mundo virtual.

Fonte: Relatório Marketing de Tecnologia na América Latina e Brasil: Prioridades para 2014

Fonte: Mundo do Marketing: http://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/30484/o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-revolucao-tecnologica-no-marketing.html

* Ricardo Gonçalves Rodriguez é especialista em marketing digital da empresa CorpFlex.

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