‘Corrida do ouro’ na nuvem impõe aliança entre TI e negócios

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Fonte; Convergência Digital 03 de Agosto de 2012

Um estudo realizado pela CompTIA (Computing Technology Industry Association) mostra que o papel cada vez mais presente do cloud computing na rotina do mercado vem sendo acompanhado por mudanças significativas para usuários, equipes de TI e provedores de tecnologia.

Alguns dos dados do estudo “Third Annual Trends in Cloud Computing” devem surpreender o mercado. Por enquanto, a percepção geral é de que a computação em nuvem continua em crescimento: 85% dos respondentes se mostraram mais positivos em relação à tecnologia, contra 72% no ano passado. A principal razão para o crescimento foi a consolidação da nuvem como habilitador de novos processos de negócios, algo ressaltado por profissionais de TI e de negócios.

O estudo também constatou que oito entre dez companhias atualmente usam alguma forma de computação em nuvem, e mais da metade planeja ampliar os investimentos em nuvem em 10% ou mais este ano. Esta popularidade está levando tanto as equipes de TI quanto de negócios a experimentar novas opções de nuvem e reexaminar o papel e as funções de TI dentro das organizações.

“O que é significante aqui não é o uso da nuvem, que continua sendo uma tendência forte, mas as transformações no modo como as empresas estão adquirindo soluções de TI e como elas estão operando suas estruturas em ambientes em nuvem”, afirma Seth Robinson, diretor de análise da CompTIA.

O executivo afirma que as soluções em nuvem estão criando novos modelos de relacionamento, com uma integração mais profunda entre os times de TI e as áreas de negócios. “Agora há mais acesso direto entre a TI e as áreas de negócios. Com a nuvem, as áreas de negócio conseguem resolver os problemas por sua conta, sem a necessidade de aprovação final de TI, que por sua vez é mantida no grupo, porque os problemas são mais comuns quando eles não estão por perto. Com a mudança nos contratos, é importante manter a TI no loop, assim como as organizações de TI precisam saber o que o negócio está fazendo”, explica.

Para a diretora de análise da indústria da CompTIA, Carolyn April, os canais agora estão abertos para os dois lados. “É bem diferente vender para um gerente de negócios do que para um CIO. A transformação do negócio é apenas uma das grandes mudanças que os canais terão que enfrentar nos próximos anos e a nuvem é que está provocando isso”, diz.

Por outro lado, esta transformação está abrindo novas oportunidades para os canais na nuvem. “Com a nuvem se tornando uma opção mais forte de TI, mais desenvolvimentos híbridos serão feitos, o que vai representar uma série de oportunidades para as revendas reforçarem sua atuação e gerenciarem complexidades”, diz Robinson.

“Ainda há uma série de oportunidades não tocadas pelos canais, como integração e agregação de serviços em nuvem. O canal terá o papel de evitar que as empresas tenham que lidar com quatro ou cinco fornecedores”, diz April, lembrando que, por enquanto, há uma pausa na corrida dos canais para a nuvem.

“No ano passado houve uma corrida do ouro, com muita pressão para que as empresas entrassem na nuvem sem que se avaliasse o nível de mudanças que seria necessário e suas implicações para as forças de vendas e consumidores. Com isso algumas empresas saíram do mercado. Para as que estão na nuvem, há agora muito espaço para crescer”, diz.

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