Artigo: Private Cloud Computing reduz consumo de energia nas empresas em tempos de eficiência energética

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Por João Alfredo Pimentel*

O tempo de discursar sobre o assunto se esgotou! Agora é hora de buscar a eficiência energética nos órgãos governamentais e nas empresas e reduzir drasticamente os custos de energia em todas as áreas, em especial nos sistemas que consomem mais energia.

Para os próximos dois ou três anos temos pouco tempo hábil para construir uma nova matriz energética. Também não temos linhas de transmissão com capacidade adicional que comportem a nova carga a ser distribuída. No Brasil, cerca de 65% da matriz energética ainda é hídrica e como se sabe, o volume de água que vinha diminuindo ano a ano, está em patamares preocupantes principalmente nas Regiões Sul e Sudeste.

A partir deste cenário, surge o potencial risco da temida “falta de energia” e com ele também o drástico aumento dos custos. Segundo estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, as tarifas devem subir em média 53% em 2015 comparado com 2014. O momento é de muita atenção. Apostar na sorte ou rezar para São Pedro fazer chover são ações descartadas, é momento de agir!

As empresas estão sendo pressionadas para reduzir o consumo de energia elétrica e água nos próximos meses. Para cumprir suas metas de eficiência energética e racionamento do consumo de água, muitas empresas estão buscando soluções para reduzir drasticamente seu consumo de energia elétrica, trocando seus sistemas de iluminação por sistemas gerenciados com LEDs, atualização dos equipamentos velhos por novos mais eficientes, trocando os sistemas de ar condicionado velhos por novos mais eficientes, e na área de Tecnologia muitas empresas estão migrando seus sistemas de missão crítica para o modelo Cloud Computing, transferindo seus servidores para o modelo Private Cloud (nuvem privada).

Estas empresas estão fazendo a lição de casa, com projetos de eficiência energética e na redução dos custos operacionais, mitigando riscos com a possível falta de energia, transferindo seus centros de processamento internos ou sala de servidores para datacenters robustos externos, em um infraestrutura escalável e altamente disponível, com acesso redundante por meio de uma rede conectada e pela internet.

Entre as 10 tendências estratégicas de TI para 2015, o Gartner aponta a convergência da nuvem como prioridade. Segundo a consultoria IDC, especializada no mercado de TI e Telecom, a adoção do modelo Private Cloud no Brasil será acima de 50% para 2015, especialmente impulsionadas pela necessidade das empresas em reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar sua eficiência internamente.

Eficiência energética e Private Cloud são conceitos que caminham juntos nas pautas dos executivos de TI das médias e grandes empresas. O planejamento para redução do consumo de energia precisa ser imediato.
O motivo pelos quais esse movimento crescerá vertiginosamente vai além da redução significativa de custos. Passa também por mitigar o risco da potencial falta de energia e proteger seus sistemas de missão crítica garantindo alta disponibilidade e continuidade da operação do negócio.

Para ilustrar a eficiência em custos que o modelo Private Cloud agrega no dia a dia das empresas basta citar a liberação de investimentos na aquisição de ativos de TI, que possuem um custo altíssimo para as empresas, tais como servidores, armazenamento e softwares básicos. Dessa forma, os recursos podem ser direcionados para o Core Business do negócio. Outro exemplo prático é a redução dos custos com manutenção de equipamentos e sistemas. Em alguns casos, pode chegar em até 50% em comparação ao modelo tradicional.

Além dos benefícios acima, quem opta pelo modelo de nuvem privada recebe os benefícios fiscais por pagar os serviços de missão crítica do negócio, para operar seus sistemas de gestão, aferindo créditos tributários próximos de 34% sobre faturamento dos serviços ao cliente e praticamente zerando os custos de energia elétrica da sala de servidores na transferência dos sistemas de missão crítica da empresa para a nuvem privada.

Fica claro como a luz do dia, que para garantir disponibilidade para as empresas, redundância é fundamental e no atual cenário, a Private Cloud se tornou personagem principal.

Lembre-se que cada dia que passa é um dia mais próximo do risco que a falta de energia pode trazer para a sua companhia.

João Alfredo Pimentel é presidente do Conselho da CorpFlex.

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