Tendências de TI 2018: blockchain e cloud computing se destacam

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A tecnologia evolui a todo instante, em um ritmo veloz. Aos líderes das áreas de Tecnologia da Informação cabe o desafio de se manter atento aos diferentes movimentos e avanços do mercado, que deixam o ambiente de negócios mais tecnológico e, claro, competitivo. Para 2018, o Gartner, consultoria especializada em TI, elencou dez tendências de tecnologia que devem reger os próximos meses. São destaques cloud computing e blockchain, por exemplo.

As tendências se encaixam na chamada “Malha Digital inteligente”, um conjunto de dispositivos, usuários, informações e serviços que estão, invariavelmente, interconectados. Com essa dinâmica, é preciso entender as principais tendências tecnológicas para saber como atuar neste mercado em constante evolução.

Conheça cada uma delas!  

# Cloud computing dá suporte para novas tecnologias

O desafio em cloud computing é um dos mais significativos para as organizações. Uma vez consolidada, já é possível considerar essa tecnologia como uma commoditie, que oferece suporte para as ferramentas mais recentes. As novas tecnologias exigem nuvens como diferentes perfis de workload, Edge Cloud  e microsserviços para rodar as aplicações no melhor espaço, de modo que elas se tornem mais eficientes.

Somente com a oferta de uma boa plataforma de serviços cloud computing será possível centralizar informações, acesso e garantir performance, consumo e custos em cada uma delas. Assim, torna-se viável administrar com excelência um ambiente com servidor na nuvem e plataformas multicloud.

#Blockchain extrapola fronteiras do mercado financeiro

Conhecido, principalmente, por ser a base para a circulação das moedas digitais, o blockchain está evoluindo para uma plataforma de transformação digital, que oferece uma mudança radical dos atuais mecanismos centralizados de transação e manutenção de registros.

A tecnologia tem potencial de aplicabilidade em diferentes áreas: governo, saúde, indústria  e verificação de identidade são algumas delas. Além disso, pode servir como base para negócios digitais disruptivos tanto para empresas estabelecidas quanto para startups.

Os registros virtuais imutáveis – não suscetíveis a roubo, corrupção, dano ou fraude – podem garantir, por exemplo, um transporte de produtos monitorado com um sensor de internet das coisas (IoT). Ele rastreia o trajeto e a temperatura durante todo o processo, salvando essas informações no blockchain.

A ferramenta garante a proteção dos dados, a imutabilidade deles e, também, a segurança e a qualidade dos produtos, que uma vez monitorados não sofrem alterações durante o trajeto.

# Inteligência Artificial em constante evolução

A capacidade de usar a inteligência artificial para aprimorar a tomada de decisões, reinventar modelos de negócios e ecossistemas e refazer a experiência do cliente tende a impulsionar e recompensar o investimento nas iniciativas digitais até 2025.

Para acompanhar a evolução e fazer bom uso das técnicas de inteligência artificial, as empresas precisam investir em habilidades, processos e ferramentas que permitam a criação de sistemas aprimorados da tecnologia. Até 2020, a expectativa é que fornecedores de tecnologia entreguem sistemas que possam aprender, adaptar-se e potencialmente atuar de forma autônoma.

# Plataformas conversacionais inauguram novo modo de interação

Cada vez mais, os serviços e aplicativos por comandos de voz devem evoluir e se popularizar. Com um comando do usuário, eles respondem executando algumas funções, apresentando conteúdos ou solicitando uma entrada adicional.

As plataformas conversacionais impactam, sobretudo, na forma como os humanos interagem com o mundo digital. O principal desafio que estas enfrentam é que os usuários devem se comunicar de forma muito estruturada, e este tipo de interação acaba sendo, muitas vezes, uma experiência frustrante.

Ainda assim, a tendência é que, cada vez mais, as plataformas sejam capazes de executar tarefas mais complexas, como, por exemplo, coletar, analisar e criar o esboço do perfil de um suspeito com base em um testemunho.

# Experiência Imersiva com diferentes realidades

As realidades virtual, aumentada e mista têm sido amplamente utilizadas pela indústria do entretenimento como, por exemplo, no desenvolvimento do jogo Pokémon Go. Agora, elas devem dominar também o mercado corporativo. Treinamentos, educação, saúde e alguns segmentos do varejo tendem a se apropriar das diferentes realidades e se beneficiar delas, para oferecer uma experiência imersiva aos clientes.

Para conquistar benefícios empresariais reais com a tecnologia, e estratégia é avaliar cenários específicos da vida real e identificar em quais as realidades virtual, aumentada e mista podem ser aplicadas. Assim, elas podem estimular a produtividade dos funcionários permitindo o aprimoramento dos processos de design, treinamento e visualização.

# Aplicativos inteligentes e Analytics

A tendência é que todos os aplicativos e serviços incorporem algum nível de inteligência artificial. Os apps inteligentes criam uma nova camada intermediária entre pessoas e sistemas e têm o potencial de transformar a natureza do trabalho e a estrutura do local, aumentando a participação humana nos processos.

Eles também são pautados pelo conceito de “analytics aumentada”, nomenclatura dada a uma nova área que usa a machine learning para automatizar a preparação de dados, a descoberta de insights e a troca de informações entre usuários empresariais, trabalhadores operacionais e cientistas de dados.

# Coisas Inteligentes cada vez mais autônomas

A inteligência artificial está gerando novas possibilidades paras as chamadas ‘coisas inteligentes’, objetos físicos que vão além da execução de modelos de programação rígidos, como veículos autônomos, robôs, drones e até mesmo utilidades domésticas como aspiradores de pó.

Essas ‘coisas’ são capazes de oferecer comportamentos avançados e interagir mais naturalmente com seus arredores e também com as pessoas. Assim, os objetos poderão realizar tarefas de forma cada vez mais autônoma ou semiautônoma. Isso também fará com que as empresas invistam mais em seus bancos de dados e infraestrutura, em um movimento de fomento à tecnologia.

# Gêmeos digitais: ferramenta apresenta identidade digital

Também conhecidos como “digital twins”, eles são a representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real, ou seja, uma simulação. Quem mais deve ser beneficiado com essa tecnologia são os comerciantes digitais, os profissionais da saúde e os planejadores industriais. Até 2020, os gêmeos digitais devem existir para bilhões de coisas e representar cerca de 21 bilhões de sensores e pontos finais conectados.

Tal tecnologia é promissora, no contexto de projetos de IoT, para os próximos cinco anos. Quando bem projetados, os gêmeos digitais podem melhorar a tomada de decisões empresariais.

# Event driven para gerenciar as iniciativas digitais

As empresas que decidirem embarcar na transformação digital devem usar o “pensamento de eventos” como um fundamento técnico, organizacional e cultural para sua estratégia de atuação. Assim, a empresa é monitorada sempre e pode aproveitar novos momentos comerciais digitais.

Qualquer iniciativa digitalmente percebida, que provoca mudanças nas condições, ou insights sobre eventos importantes, pode ser considerada um evento. Aqui, IoT, serviços cloud computing, o blockchain e a inteligência artificial aparecem como agentes de eventos. Com as novas tecnologias, eles podem ser detectados e analisados com mais rapidez e profundidade.

Até 2020, a consciência situacional em tempo real será característica necessária para 80% das soluções de negócios digitais e 80% dos novos ecossistemas de negócios exigirão suporte para processamento de eventos.

# Risco adaptativo contínuo e de confiança

As possibilidade de inovar são muitas, mas é preciso ser ousado e criativo com os pés no chão. Por isso, para manter seguras as iniciativas de negócios digitais, o ideal é adotar uma abordagem de avaliação contínua de risco adaptativo e de confiança, também conhecida como “CARTA” (Continuous Adaptive Risk and Trust Assesment, em inglês).

Só assim é possível garantir a tomada de decisões em tempo real, com base no risco e na confiança e com o uso de respostas adaptativas. O ideal é contar com uma infraestrutura de segurança adaptável em todos os lugares, para abraçar as oportunidades, gerenciar os riscos que surgem e mitigar qualquer tipo de impacto.

Diante de tantas possibilidades, é fundamental que o gestor comece agora mesmo para fazer as escolhas e os investimentos certos. Se a empresa ainda não trabalha com cloud computing, por exemplo, é indispensável programar a incorporação do servidor na nuvem, já que ele abarca as demais tecnologias. Aos CIOs, cabe o desafio de identificar as reais demandas, as oportunidades e planejar a inserção da empresa no universo digital de modo estruturado e eficaz, para um desempenho superior.

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