TI avança no setor portuário da Região Norte

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Fonte: DCI – Junho 2015

porto

A troca de informações de maneira imediata é algo que chama a atenção de empresas do agronegócio. Neste sentido, uma parceria permitiu a instalação de um complexo de tecnologia da informação no Terminal de Grãos no Maranhão (Tegram), em Itaqui. O local deve operar 10 milhões de toneladas de grãos, até 2019.

 

 

A empreitada foi capitaneada com a parceria entre a Cantagalo General Grains (CGG), líder em inovação e práticas no agronegócio e CorpFlex, especialista em outsourcing de TI e cloud computing. A decisão de modernizar o Tegram foi do consórcio de quatro empresas que ganharam a licitação para operar no porto novo, privado, que foi construído do zero e desde março começou a funcionar. No porto, o consórcio afirma que contabiliza investimentos superiores a R$ 600 milhões no total da obra. As empresas que farão o escoamento de grãos no Norte do País são, além da CGG, a NovaAgri, a Glencore, a Amaggi e a Louis Dreyfus.

 
Composto por quatro armazéns com capacidade estática de 125 mil toneladas cada – um para cada consorciada -, o empreendimento movimentará inicialmente cinco milhões de toneladas/ano, chegando a 10 milhões até 2019. Ao DCI, o diretor da CGG Trading e também porta-voz do Tegram, Luiz Claudio Santos, comentou que as empresas que atuam no local devem contar com cerca de 600 funcionários e a CGG tem aproximadamente 120 pessoas neste sentido.

 
“Por conta da nova infraestrutura de TI no Tegram, o serviço vai dar segurança na parte de processo de informações, pois antes havia muita dificuldade de haver uma estrutura nesse sentido por lá”, declarou o especialista.

 
Santos contou que para a instalação de todo o aparato do sistema de TI no terminal foram necessários de quatro a cinco meses, sendo que era um projeto inovador para a região, ainda carente de infraestrutura. “É um porto dentro de uma área pública, administrado por empresas privadas com concessão de 25 anos. Então realmente havia a necessidade de termos essa área que permitisse a troca de informações de maneira extremamente ágil”, declarou o diretor.

 

Gestão operacional

Para contar com sistemas robustos para suportar a gestão operacional da movimentação de cargas, a organização de TI do Tegram tem de estar preparada para prestar informações à Receita Federal e à Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) a qualquer momento, sob o risco de paradas e prejuízos nas operações.

 
Para adaptar a parte de tecnologia do Tegram, a CorpFlex teve de implementar um parque de 25 servidores (em 10 unidades físicas). São switches, roteadores, plataformas de armazenamento e backup, soluções de segurança, licenciamento de software de infraestrutura (com sistema operacional, banco de dados, antivírus e suporte), além de 20 profissionais certificados, apontou o diretor comercial da CorpFlex, Roberto Giangiardi. “É um setor com regras de negócio muito rígidas”, disse.

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