Virtualização, cloud computing e data center: quem é quem na TI

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Pode-se dizer que o cloud computing começa pelo armazenamento, na escolha dos melhores serviços de storage. Sozinhos, eles têm apenas uma quase inatingível e sempre expansível capacidade de guardar informações. Mas como os dados chegam até eles?

Você sabe como as nuvens se formam? Assim como aquelas que pairam nos ares, alimentadas pelo ciclo da água, as nuvens da TI também contam com suas próprias fases cíclicas e fontes de recursos.

Ao longo deste artigo, você vai ver os conceitos de virtualização, cloud computing e datacenter. Isso vai ajudá-lo a entender de maneira substancial o funcionamento de uma estratégia de computação em nuvem.

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Datacenter, cloud computing e virtualização: tudo o que você precisa saber

Associadas à capacidade de armazenamento, as redes e servidores trazem a possibilidade de processamento das informações. Por meio do data center os dados estão preparados para se tornarem comunicáveis. O que não significa que o ciclo esteja completo.

Mas espere, faltam dois elementos extremamente importantes!

Primeiramente, um sistema de virtualização, que conduza as informações de ponta a ponta. Por último, resta a alma da cloud computing: os inquilinos, aqueles que são a razão da existência de soluções em private cloud, por exemplo.

Para que fiquem ainda mais claros os elementos presentes no ciclo de formação das nuvens em TI, confira, seguir, o que significam os termos data center, virtualização e cloud computing.

O que é Data center

Podemos descrever o data center como um departamento de uma empresa que abriga e mantém sistemas de tecnologia de informação (TI) de back-end e armazenamentos de dados — seus mainframes, servidores e bancos de dados, por exemplo.

Em bom português, estamos falando de um centro de dados. Nos dias de operações de TI grandes e centralizadas, esse departamento e todos os sistemas residiam em um local físico, daí o nome data center.

Cada vez mais, quando falamos em data center estamos nos referindo ao centro de dados de um provedor de cloud computing. Uma central onde estão concentrados todos os equipamentos e recursos essenciais para manter as soluções virtualizadas sempre disponíveis, íntegras e seguras.

O data center possibilita que informações sejam armazenadas e processadas dentro ou fora da empresa em que estão construídos. Nele ficam guardados arquivos dos tipos mais simples, até os aplicativos de missão crítica, que não podem ter seu funcionamento interrompido.

Um servidor é formado por sua capacidade de armazenar e de processar dados 24 horas por dia. Para isso, projetam-se ambientes que visam concentrar esses equipamentos em um só local, sempre climatizado.

Em uma sala ou em um pequeno armário, para o servidor, tamanho é documento: quanto mais dados e mais escalabilidade, maior tem que ser o espaço do data center. Por isso, muitas empresas optam pelo outsourcing de TI, reconhecendo que a terceirização é uma alternativa de crescimento, já que além de equipamentos de armazenamento e processamento, é preciso ter no mesmo ambiente sistemas de ativos de rede, como switches e roteadores. A estrutura é complexa e demanda uma atenção que impede o setor de TI de assumir um posicionamento estratégico dentro da empresa.

O que é Virtualização

Para compreender o que é informação em TI, é preciso saber que o mundo físico dos equipamentos corresponde a um virtual.

Conceitualmente, a virtualização é a abstração de recursos de TI que mascara a natureza física e os limites desses recursos dos usuários de recursos. Um recurso de TI pode ser um servidor, um cliente, armazenamento, redes, aplicativos ou sistemas operacionais. Essencialmente, qualquer bloco de construção de TI pode ser abstraído dos usuários de recursos.

Em outras palavras, a virtualização nada mais é do que criar lugares que pressupõem uma virtualidade, mas simulam um espaço real. Ambientes virtualizados permitem que dados sejam tocados a milhares de quilômetros de distância de onde estão sendo acionados.

Também é correto dizer que a virtualização é a criação de uma  versão virtual — e não real — de algo, como um sistema operacional, um  servidor, um dispositivo de armazenamento ou recursos de rede.

Você provavelmente conhece um pouco sobre virtualização se já dividiu seu disco rígido  em diferentes partições. Uma partição é a divisão lógica de uma unidade de disco rígido para criar, com efeito, dois discos rígidos separados.

Em suma, com a virtualização, sistemas dão acesso às máquinas. Por isso é possível trabalhar diversos aplicativos e softwares sem a necessidade estar diante dos equipamentos nos quais eles permanecem hospedados. O uso não depende do acesso ao ambiente físico, mas virtual. Neste conceito está baseada a private cloud, que vem se tornando o melhor modelo de nuvem para quem deseja performance e segurança na mesma solução de outsourcing de TI.

O que é Cloud computing

Diante da realidade dos ambientes virtualizados, a computação muda suas bases. Em vez de entregar produtos — servidores, switches, roteadores —, são oferecidos serviços de gerenciamento dos recursos computacionais como memória, disco e CPU, backup, entre outros.

Essa tendência no modo de operação da TI recebe o nome de cloud computing, ou computação em nuvem em português.

Por definição, cloud computing pode ser descrita como um tipo de computação que usa recursos compartilhados, em vez de se apoiar em servidores locais ou dispositivos pessoais para lidar com aplicativos.

Em sua descrição mais simples, a cloud computing está usando serviços —”serviços em nuvem”— e movendo-os para fora do firewall da organização. Aplicações, armazenamento e outros serviços são acessados ​​via web. Os serviços são entregues e usados ​​pela internet e são pagos pelo cliente em um modelo de negócios conforme necessário ou pago conforme o uso.

Existem basicamente três tipos de cloud:

1. Pública

Neste modelo, software, hardware e armazenamento são configurados, gerenciados e hospedados por um provedor de cloud computings. Todo o poder de computação é feito no datacenter desse fornecedor, com altos níveis de proteção.

Com ferramentas na nuvem pública (public cloud), você, o consumidor, não possui nada (exceto seus dados). Você aluga o uso, pagando geralmente uma mensal, com base em suas necessidades.

2. Privada

Para o usuário final, a nuvem privada (private cloud) funciona da mesma forma que a nuvem pública. Mas a funcionalidade para o negócio é bem diferente. As nuvens privadas podem ser hospedadas no data center da sua empresa ou por um provedor terceirizado com acesso exclusivo.

Isso significa que você não compartilha seu poder computacional com outras empresas.

Para as organizações que precisam de soluções tecnológicas personalizadas — e/ou que já possuem uma infra de TI legada —, os recursos da nuvem privada podem ser a melhor opção.

3. Híbrida

A nuvem híbrida (hybrid cloud), claro, é exatamente o que parece. Você divide a diferença usando a nuvem privada quando precisa e a nuvem pública para todo o resto.

Isso lhe dá o melhor dos dois mundos: a facilidade e o custo de um, e a flexibilidade e maior segurança do outro. Por exemplo, talvez seus e-mails estejam na nuvem pública, mas seus dados financeiros estão na nuvem privada.

A grande vantagem da computação em nuvem é permitir o acesso à informação a partir de qualquer dispositivo eletrônico conectado à internet, dos celulares aos computadores. Mas há outros benefícios, entre os quais destacamos:

  • fácil escalabilidade: é possível aumentar as capacidades tecnológicas rapidamente, apenas ajustando o contrato realizado com o provedor;
  • segurança da informação: os dados armazenados na nuvem recebem camadas de criptografia e outros métodos para garantir que estarão sempre seguros, íntegros e disponíveis; sendo os usuários unicamente responsáveis por cuidar de suas chaves de acesso;
  • ganho de competitividade: o time de TI não precisa se preocupar com detalhes técnicos e pode concentrar sua inteligência em uma atuação mais analítica e propositiva; os executivos de negócio e os usuários têm mais poder tecnológico para tomar decisões melhores e agir de maneira inovadora;
  • redução significativa de custos: a empresa sabe exatamente que recursos terá e não precisa fazer grandes investimentos em infraestrutura (que, muitas vezes fica ociosa), pois todo o aparato é de responsabilidade do provedor.

Não é em vão que a  cloud computing é uma tendência de mercado de TI que mais reúne investimentos atualmente. Ela é um dos pilares da transformação digital pela qual o mundo dos negócios atravessa, pois democratiza o acesso à tecnologia e torna tudo mais simples de ser gerenciado.

Conclusão

Como você viu ao longo desta leitura, a nuvem não é apenas um conceito, mas um lugar baseado na virtualização de dados no qual o data center existe como elemento crucial, embora geograficamente distante de seus pontos de acesso. Esse distanciamento não significa ruptura, mas, pelo contrário, representa aproximação e possibilidade de crescimento.

Com esse modo diferente de pensar uma tecnologia que se adeque às necessidades de velocidade de compartilhamento e acesso imediato a informações, os usuários são apresentados a novas possibilidades, que ainda estão sendo descobertas.

Que tal, você entendeu o que são as terminologias virtualização, cloud computing e data center?  

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